Mercado & Negócios 28 de jul. de 2026 · 3 min de leitura · Redação MaxAssistant

Ações de chips de IA desabam com temores sobre gastos e concorrência da China

Ações de semicondutores ligadas à inteligência artificial caíram forte em 28 de julho de 2026, com a AMD recuando cerca de 9%, a Nvidia perto de 2%, e Marvell e Intel também em queda, segundo Bloomberg e Yahoo Finance. A queda reflete receio com o financiamento cruzado entre Nvidia e OpenAI e relatos de avanço chinês em máquinas de litografia, além de desconfiança crescente sobre a sustentabilidade dos gastos bilionários em infraestrutura de IA.

Ações de chips de IA desabam com temores sobre gastos e concorrência da China

As maiores ações do setor de semicondutores ligado à inteligência artificial tiveram uma sessão de forte queda em 28 de julho de 2026, com o pregão global de tecnologia pressionado por dúvidas sobre a sustentabilidade dos gastos bilionários em infraestrutura de IA e por sinais de avanço da concorrência chinesa em equipamentos de fabricação de chips, segundo reportagens da Bloomberg, da Yahoo Finance e da 24/7 Wall St.

O tamanho da queda

A Advanced Micro Devices recuou entre 8,85% e cerca de 10% no dia, enquanto a Nvidia caiu perto de 2%. A Marvell perdeu cerca de 7% e a Intel, cerca de 6%, segundo a 24/7 Wall St e a TradingKey. O movimento também derrubou bolsas asiáticas ligadas à cadeia de suprimentos de chips, com os índices Kospi, da Coreia do Sul, e Nikkei 225, do Japão, fechando em queda, de acordo com a Bloomberg.

O gatilho: um esquema de financiamento que preocupa investidores

Segundo a 24/7 Wall St, relatos de que a Nvidia estaria negociando garantir cerca de US$ 250 bilhões em financiamento para um data center da OpenAI em Ohio, somados a conversas paralelas sobre financiar até US$ 350 bilhões em compras de chips da própria OpenAI, acenderam um alerta entre investidores sobre o que a reportagem chama de gasto circular: fornecedores financiando os próprios clientes para que eles comprem mais dos mesmos fornecedores.

A sombra da litografia chinesa

Outro fator citado pela Bloomberg e pela Whatfinger Business foi um relatório apontando que uma empresa estatal chinesa começou a produzir em escala máquinas de litografia de ultravioleta profundo por imersão, tecnologia central na fabricação de chips avançados. A notícia reacendeu o temor de que a capacidade de fabricação de semicondutores, hoje concentrada em poucos fornecedores como a ASML, possa se tornar menos escassa, pressionando margens futuras do setor.

De ganância a medo, segundo a Bloomberg

A Bloomberg descreveu o movimento como uma virada de humor do mercado, de ganância para medo, num momento em que a avaliação das gigantes de tecnologia ligadas à IA já embutia expectativas muito otimistas. A percepção de que o ciclo de investimento em data centers pode estar mais alavancado e mais circular do que o mercado supunha, somada à concorrência chinesa, foi suficiente para provocar a realização de lucros generalizada.

Por que isso importa para agências e PMEs brasileiras

Para quem vende automação de atendimento e marketing com IA no Brasil, o dia 28 de julho não muda o custo de usar modelos de IA amanhã, mas é um sinal de alerta sobre a solidez financeira da cadeia que sustenta essas ferramentas. Boa parte do preço competitivo de nuvem e de API que agências brasileiras pagam hoje depende de bilhões de dólares em dívida e financiamento cruzado entre poucas empresas. Se esse arranjo mostrar rachaduras, reajustes de preço de infraestrutura de IA podem chegar mais rápido do que o esperado, o que reforça a importância de negociar contratos flexíveis e acompanhar de perto o custo por token.