Mercado & Negócios 30 de jul. de 2026 · 3 min de leitura · Redação MaxAssistant

Meta eleva previsão de investimento em IA para até US$145 bilhões em 2026

No balanço do segundo trimestre de 2026, divulgado em 29 de julho, a Meta elevou a previsão de investimento em infraestrutura de IA para uma faixa de US$130 bilhões a US$145 bilhões neste ano e Mark Zuckerberg defendeu que bilhões de pessoas terão um agente pessoal de IA dentro de cinco anos. O fluxo de caixa livre da empresa caiu, e o mercado reagiu de forma mista à aposta.

Zuckerberg eleva a aposta em IA no balanço do segundo trimestre

Em 29 de julho de 2026, durante a teleconferência de resultados do segundo trimestre, a Meta elevou sua previsão de investimento em infraestrutura de inteligência artificial para uma faixa entre US$130 bilhões e US$145 bilhões neste ano, segundo divulgação oficial da empresa e reportagens da TechCrunch e da Fortune. O novo intervalo confirma que o ritmo de gasto da Meta com data centers e chips de IA segue acelerando, mesmo com sinais de cautela do mercado sobre o retorno desse investimento.

Um agente pessoal de IA para bilhões de pessoas

No mesmo evento, o CEO Mark Zuckerberg descreveu um software que vai "trabalhar em nome do usuário 24 horas por dia, 7 dias por semana" em áreas como saúde, finanças, relacionamentos e carreira, segundo a PYMNTS. Zuckerberg afirmou ser "extremamente improvável" que, daqui a cinco anos, bilhões de pessoas não tenham um agente pessoal de IA que entenda seus objetivos.

Uma oportunidade enterprise que vai além dos agentes

Segundo a TechCrunch, Zuckerberg também sinalizou que a Meta enxerga uma "grande oportunidade enterprise" que abrange agentes de IA, APIs, capacidade computacional vendida a terceiros e software interno da própria empresa, não apenas produtos voltados ao consumidor final. A aposta amplia o escopo da Meta pra além das redes sociais e do metaverso, mirando também o mercado corporativo de infraestrutura de IA.

Fluxo de caixa livre em queda

A reportagem da Fortune mostrou que o fluxo de caixa livre da Meta caiu 91% no trimestre, um reflexo direto do volume de capital sendo direcionado a data centers, chips e outras infraestruturas de IA. Ao mesmo tempo em que Zuckerberg escreve artigos de opinião públicos sobre superinteligência, os números do balanço mostram o custo concreto dessa corrida.

Óculos inteligentes e agentes de consumo completam a visão

Além dos agentes pessoais e da oportunidade corporativa, a Meta reafirmou a aposta em óculos inteligentes com IA como parte da mesma estratégia, prometendo que consumidores também vão ganhar acesso a agentes pessoais fora do ambiente corporativo. É uma tentativa de a empresa se posicionar simultaneamente como fornecedora de infraestrutura para outras empresas e como dona da camada de interface que o usuário final usa no dia a dia.

Por que isso importa para agências e PMEs brasileiras

O aumento do capex da Meta pra até US$145 bilhões neste ano reforça um padrão que já apareceu em outros balanços do setor: as gigantes de tecnologia seguem apostando pesado em infraestrutura de IA, mesmo com fluxo de caixa livre em queda e ceticismo crescente do mercado sobre o retorno desse gasto. Pra agências brasileiras que dependem de produtos da Meta, como o Meta Business Agent no WhatsApp, ou de modelos de IA em geral, vale acompanhar de perto se esse ritmo de investimento se sustenta, já que qualquer ajuste futuro de estratégia nas grandes plataformas tende a afetar diretamente o custo e a disponibilidade das ferramentas usadas no dia a dia da automação.