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Anthropic fecha semana com US$9,1 bi da Riot Platforms e joint venture Theseus, elevando aportes em infraestrutura para mais de US$60 bi

A Anthropic fechou dois grandes acordos de infraestrutura em rápida sucessão em agosto de 2026: em 10 de agosto, uma joint venture batizada de Theseus Infrastructure com a gestora Macquarie Asset Management e o fundo soberano de Singapura GIC para construir data centers dedicados; e em 11 de agosto, um contrato de 20 anos e US$9,1 bilhões com a minerado ra de bitcoin Riot Platforms para 191 megawatts de capacidade em Rockdale, no Texas. Segundo Bloomberg, CNBC e outras fontes, os dois acordos elevam para mais de US$60 bilhões os compromissos de computação fechados pela Anthropic nos últimos três meses.

Logo oficial da Anthropic
Logo oficial: Anthropic. Crédito: Wikimedia Commons.
Por Redação Max IA AssistantLeitura de 4 minutos

Duas semanas, dois grandes acordos de infraestrutura para a Anthropic

A Anthropic encerrou a primeira semana completa de agosto de 2026 anunciando dois grandes movimentos de infraestrutura em questão de dias. Primeiro veio a Theseus Infrastructure, uma joint venture revelada em 10 de agosto. No dia seguinte, 11 de agosto, veio a confirmação de um contrato bilionário com a Riot Platforms. Juntos, os anúncios mostram a velocidade com que a empresa por trás do Claude vem garantindo capacidade computacional dedicada.

Theseus Infrastructure: Macquarie e GIC entram como sócios de capital

Segundo comunicado conjunto da Anthropic, da Macquarie Asset Management e do fundo soberano de Singapura GIC, e reportagens da Bloomberg e da Data Center Dynamics, a Theseus Infrastructure é uma nova plataforma dedicada a desenvolver, operar e alugar data centers em escala para a Anthropic sob contratos de longo prazo. A GIC e fundos geridos pela Macquarie vão financiar a maior parte do capital próprio de cada projeto, com foco inicial nos Estados Unidos, enquanto a Anthropic se compromete a cobrir eventuais aumentos no preço de energia elétrica para consumidores locais causados pelas instalações.

US$9,1 bilhões e 20 anos com uma ex-mineradora de bitcoin

Já o segundo acordo, revelado em 11 de agosto pela Bloomberg, pela CNBC e por outros veículos, é um contrato de 20 anos avaliado em US$9,1 bilhões com a Riot Platforms, mineradora de bitcoin que passou a vender capacidade de data center para IA. O acordo garante à Anthropic 191 megawatts de capacidade no campus da Riot em Rockdale, no Texas, com o contrato valendo até junho de 2048. Duas opções de extensão de cinco anos cada podem elevar o valor total para US$16,1 bilhões. A capacidade será entregue em etapas, com 96 megawatts previstos para dezembro de 2027 e os 191 megawatts completos até junho de 2028.

Terceiro grande acordo de computação em três meses

Segundo a Bloomberg, o acordo com a Riot é a terceira grande aquisição de capacidade computacional fechada pela Anthropic em três meses, somando mais de US$60 bilhões em compromissos. Antes dele vieram um contrato de US$10 bilhões por seis anos com a Volta Infra Holdings, para capacidade num data center na Noruega, e a compra de quase US$45 bilhões em computação da xAI, de Elon Musk, fechada em maio.

Por que mineradoras de bitcoin estão virando fornecedoras de data center de IA

O acordo com a Riot Platforms ilustra uma tendência mais ampla: mineradoras de bitcoin, que já possuem terrenos, subestações e contratos de energia elétrica em larga escala, estão cada vez mais reaproveitando essa infraestrutura para servir à demanda por data centers de IA, segundo reportagem da CNBC sobre a mudança de foco do setor de mineração de criptomoedas. A ação da Riot chegou a saltar mais de 20% com a notícia, segundo a Cryptopolitan e o Coindesk.

Por que isso importa para agências e PMEs brasileiras

Garantir mais de US$60 bilhões em capacidade computacional dedicada em três meses sinaliza que a Anthropic aposta em demanda sustentada e crescente pelo Claude nos próximos anos, o que tende a reduzir o risco de escassez de capacidade para clientes da API no médio prazo. Ao mesmo tempo, boa parte desses acordos depende de financiamento estruturado e dívida de longo prazo, o mesmo tipo de alavancagem que relatórios como o da Moody's já apontaram como risco sistêmico para todo o setor de IA. Para agências brasileiras que dependem do Claude, o sinal é positivo no curto prazo, mas vale continuar de olho na saúde financeira geral da cadeia de infraestrutura de IA.

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