Friar confirma o cronograma em reunião com funcionários

Em reunião geral realizada na quarta-feira, 19 de agosto de 2026, a diretora financeira da OpenAI, Sarah Friar, disse aos funcionários que a empresa será uma companhia de capital aberto em 2027, mas que a abertura de capital pode acontecer antes disso caso o crescimento do negócio continue se acelerando. Segundo a CNBC, Friar descreveu o IPO como um marco, não uma linha de chegada, chamando o processo de apenas mais uma forma de captar recursos.

Receita de US$ 40 bilhões e crescimento acelerado

Os números apresentados por Friar mostram uma empresa em rápida expansão: receita anualizada de US$ 40 bilhões, crescimento de 35% no trimestre corrente e alta de 50% na receita corporativa, que já ultrapassa a receita vinda de assinantes individuais do ChatGPT. A OpenAI está avaliada em US$ 852 bilhões desde março de 2026, quando fechou uma rodada de investimento de US$ 122 bilhões, e protocolou um prospecto confidencial junto à SEC em junho.

Uma divergência interna sobre o momento certo

Segundo a Cryptopolitan, o cronograma revelado por Friar reflete uma divergência interna: o CEO Sam Altman defendia um IPO ainda no quarto trimestre de 2026, com avaliação acima de US$ 1 trilhão, enquanto Friar argumentava que a empresa ainda precisa de tempo para se preparar para as exigências de divulgação de uma companhia aberta. A posição de Friar, com experiência prévia como CFO da Square e CEO da Nextdoor, prevaleceu.

O pano de fundo: a corrida com a Anthropic

O anúncio ocorre em meio à disputa direta com a Anthropic, avaliada em US$ 965 bilhões desde maio de 2026, com receita anualizada de US$ 65 bilhões e prospecto confidencial próprio protocolado em 1º de junho, mirando uma possível listagem em setembro de 2027. A proximidade de calendário entre as duas empresas deve manter a pressão competitiva por resultados trimestrais visíveis ao mercado mesmo antes de qualquer uma delas abrir capital formalmente.

Por que isso importa para agências e PMEs brasileiras

Uma OpenAI de capital aberto passará a divulgar resultados trimestrais detalhados, o que deve dar a agências e empresas que dependem da API do ChatGPT e de seus modelos uma visibilidade inédita sobre a saúde financeira real do fornecedor, incluindo margens, custo de servir e dependência de poucos grandes clientes corporativos. Vale acompanhar esses números quando começarem a ser publicados, já que qualquer sinal de pressão financeira em um fornecedor crítico de infraestrutura de IA pode antecipar mudanças de preço ou de política de uso que afetam diretamente operações de automação no Brasil.